Terça, 15 Dezembro 2015 22:24

#respeitaapolicia Voz do Associado

#respeitaapolicia
Neste momento sensível e de extrema delicadeza para o rumo de nossa honrosa carreira de Agente Policial de Custódia, venho por meio deste manifesto apresentar um remédio complementar para tratar esta doença causada pelo desrespeito, desonra e interesses espúrios de atores políticos que manobraram contra a nossa gloriosa carreira policial enquanto Agente Penitenciário da Polícia Civil do Distrito Federal e agora manobram contra nós, Agentes Policiais de Custódia da mesma instituição policial.
Não podemos aceitar sermos tratados por cauda se um dia Deus nos chamou por cabeça!
Assim, não podemos admitir apenas um remédio para combater uma investida que é política a não apenas judicial. Não podemos ficar assistindo uma categoria, no passado recente, de técnicos penitenciários e hoje de Agente de Atividades Penitenciárias utilizarem da nossa própria força contra nós mesmos.
Nesta última assembléia ficou claro que a proposta deles, com o respaldo de interesses políticos ao MP, foi mais uma vez uma ação articulada para forçar a nossa categoria a fazer o que eles querem que é a tomada de todo o Complexo Penitenciário nos utilizando como bucha de canhão.
Guerreiros, conclamo e convoco a todos os senhores a recolocar os persongens no seu devido lugar. Temos que dar uma resposta à altura das afrontas, humilhações e desrespeito que todos nós temos sofrido durante este incansável período de transição. Desta forma, proponho uma outra visão que mostre pra qual propósito fomos comissionados por Deus, de maneira a levantar o brio da nossa categoria e mostrar que não nos acovardamos e estamos prontos e preparados para assumir a chefia de todo o sistema penitenciário, incluindo a SESIPE e as Direções dos presídios. Somos a carreira mais antiga e experiente, somos tecnicamente uma carreira de nível superior e de concurso de nível superior exigido por requisito, mais qualificados para conduzir o sistema como um todo.
Neste sentido, proponho que apresentemos uma solução política e intrigante que fará com que eles se movimentem a nosso favor: assumirmos a direção e coordenação da SESIPE e de todos os EPs, incluindo gerências e chefias de núcleos. Com este tipo de articulação, que não descarta a judicialização do fato em questão, estaremos utilizando a força deles a nosso favor.
É notório e conhecido de todos que a Lei Federal garante a nossa condição de permanência no âmbito da PCDF, no entanto, o governo e seus apadrinhados políticos juntamente com a referida categoria de Agente de Atividades estão prontos para darem um nó jurídico em nossa ação com intuito claro de ganhar tempo e atingir o seu propósito único: assumirem o sistema penitenciário atendendo aos interesses políticos utilizando-nos como massa de manobra e tratando-nos sem a devida honra.
Como categoria, nós honramos o nosso dever e responsabilidade junto ao governo e a sociedade cumprindo com maestria e cordialidade o nosso papel de ensinar, capacitar e preparar uma categoria que aprendeu a dinâmica da cadeia, porém, não está subordinada à um regramento específico que garanta o princípio da hierarquia e da disciplina que conhecemos muito bem e aplicamos com afinco no cumprimento de nossas funções, principio este que é indispensável para se assumir qualquer posição estratégica de liderança.
Repúdio contextualizado e formado, concluo e conclamo a todos que para vencer esta batalha, porque em alguns combates saímos derrotados; precisamos dar uma demonstração objetiva e acertiva para àqueles que se apresentam como nossos inimigos. Temos que impedir que este grupo político que tem ramificações dentro da própria PCDF, que assombrou o Ministério Público que consciente de que a decisão do governo de promover a saída da polícia, ao invés de solucionar um problema, acabou criando um ornitorrinco dentro do Sistema Penitenciário que não respeita a autoridade constituída, age com irresponsabilidade e sem limites por ter sido fabricado e nutrido por mandos e desmandos, mimos e bajulações.
Temos que nos unir e apresentar um acordo que demostre a nossa responsabilidade junto ao governo, judiciário e o nosso compromisso com a sociedade do DF, com a família dos presos e com os condenados que estão sob a tutela do Estado. Se precisam de nós e acham que a Lei é inconstitucional, então, que sustentem isso até o fim da ação, porém, nos tratem com dignidade e RESPEITO.
 
 
Opinião do associado Marcelo Lisboa
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