Segunda, 01 Dezembro 2014 00:00

PALAVRA DO ASSOCIADO

 

Um homem pode muito bem levar um cavalo até a água, mas ele não pode obrigá-lo a bebê-la

John Heywood

Descaso, desatenção, desestima, desprezo, indiferença... São infinitos na língua mãe os sinônimos para retratar com clareza o estado letárgico e patológico dos agentes penitenciários da PCDF frente aos temas atuais de extrema relevância pautados no legislativo, executivo e judiciário local e federal.
 
Não comparecem às assembleias, passeatas, congresso nacional, Sinpol-DF e Agepen/PCDF. Completamente alheios às discussões genéricas que influenciarão o presente e o futuro da categoria e de suas próprias vidas, sendo, assim, esquecidos, e para inúmeros setores da sociedade e da própria administração pública sequer são considerados policiais, reduzidos apenas a guardas prisionais com todo respeito e importância do cargo.
 
Confortados em chefias e benefícios congêneres delegam a substituição e representação administrativa e judicial a terceiros (agir em nome próprio e defender direitos alheios) haja vista o desprezo e a alienação literal no estado de leniência que culmina, infelizmente, graças às omissões do cotidiano em preconceitos, discriminações de toda ordem patrocinados por outras categorias de serviços públicos e até mesmo no cerne da PCDF.
 
É injustificável e incompreensível a ausência dos agentes penitenciários da PCDF nos debates administrativos, jurídicos e legislativos diários na mídia escrita e falada em virtude de um comodismo reinante aliado a sedução de sempre, infelizmente, não sair da zona de conforto do sistema penitenciário e demais órgãos de segurança púbica do DF.
 
É trivial que o não é visto não é lembrado, não é importante, não vale a pena, não merece respeito e consideração. Ao longo dos anos se estamos onde estamos, isto é, na retaguarda da PCDF, é fruto de omissões e negligências como a última de 20/11/2014 no auditório da DPE cujo intuito era discutir o futuro das atribuições do agepen dentro da estrutura orgânica da PCDF.
 
Delegados, médicos-legistas, peritos, agentes de polícia, papiloscopistas, e escrivães estão, naturalmente, se mobilizando diuturnamente no sentido de preservar seus direitos, bem como assegurar carreiras, funções, atribuições, qualidade de serviço, segurança, dentre outras.
 
Já os agentes penitenciários, desinteressados, e na representação patética de cordeiros, só se preocupam em ligar - ou em redes sociais - quando muito para o Sinpol-DF ou Agepen-PCDF e colegas que participam efetivamente dos grupos de trabalhos e afins no sentido de obter informações convenientes e paralelamente criticar sobre a ausência de aumentos salariais, nomenclatura do cargo para agente policial de custódia, bailes, confraternizações, lugar bom para trabalhar (leia-se: poucos serviços e responsabilidades), remoções de presídios, delegacias, divisões...
 
E assim nos tornamos persuadidos, limitados e convencidos de meros e singelos agentes PENITENCIÁRIOS sem respaldo, bastardos da PCDF, desrespeitados e discriminados simplesmente porque não agimos e não participamos diretamente dos eventos comuns da Polícia Civil do Distrito Federal na qualidade de policiais civis.
 
MARTINS
P.S. : JOSÉ MÁRCIO ARAÚJO MARTINS é Agente Penitenciário da PCDF, filiado na Agepen desde 1999.
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*Opinião de exclusiva responsabilidade do autor

 

 

 

 

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